Café Gelado

Fecha as portas do desespero
As nuvens vêm caminhando lentamente
Cobrindo a lua que ilumina meus olhos.
Quantas flores dormem?

Algo se perde no tempo.
Eu perco minha cabeça
Até café gelado.
A ausência do respirar e o tomento da cabeça.

Algo de louco perturba a mente
Meus dentes batem contra uns contra os outros
E o café fica na bancada
por mais uns longos dias

Nada vai mudar
Nem podem me tirar daqui
E fico tentando me ver
No reflexo escuro do café

Então volta o amanhecer
E me dá vontade de dormir,
Mas saio pra andar pela cidade
E contar no rosto dos desconhecidos

Quem são os outros desesperados,
Os monótonos e robóticos
Desse mundo desde sempre despedaçado.


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