20 de Setembro

Ela me olhava fixamente do outro lado da mesa.
Seus olhos brilhavam timidamente,
Mas ao mesmo tempo com um certo fascinio.
Parecia ser mágico quando nossos olhares se cruzavam,
Como se pudessemos nos tocar, nos sentir,
Mesmo estando a alguns centímetros de distância.

Ela escondia o rosto nas mãos, sorria e desviava o olhar.
Ela se perdia em sua timidez e escondia suas palavras.
Voltava a me olhar, nos encaravamos por algum tempo.
Mastigava e as pequenas garrafas diminuíam a quantidade.

Duas rosas num saco plástico com água,
Na mesa redonda.
Pizza feito à primeira experiência.

Aqueles olhos não me saem da mente.
Acabar na escada derramando cerveja.
Fotografias de celular, péssima qualidade,
Bons momentos, grandes sentimentos

Seu perfume, o calor do seu corpo,
Ideologia do Cazuza como trilha sonora, as paredes do quarto pintadas
Um secador de cabelos para secar a cerveja da calça
O gosto do seu beijo e nós dois no chão,
Em volto de guitarras e violões e suas incanações a me abraçar.

Como dizer? Como expressar o que estava em mim
E tudo que eu sinto é demais para mim
E mesmo expressando de todas as formas ainda tenho vontade de gritar
O quanto é bom amar aquela pessoa que sabes que está alí
Na qual você quer fazê-la sorrir

Só posso dizer que o amor verdadeiro é para poucos,
Os poucos loucos que são fortes suficientes para aguentar
E serem dormentes, por que o amor dói
Ao mesmo que a saudade de ter que esperar a sexta
Para novamente olhar aqueles olhos

Terminar a noite com um beijo de Boa noite
Na porta do Eco-Sport
E a última coisa que ouvi ao abrir o portão
É sua voz me dizendo "tchau"
Ainda meus lábios pedindo por mais um beijo
E a sensação do seu corpo ao meu sem término
Ao me deitar me lembrando desses momentos
Junto aos poucos fios de cabelos que me sobraram junto ao seu cheiro
Para poder me inspirar a escrever alguma pobre poesia
Ou mesmo uma pequena mensagem
E mandar em seu celular antes que ela possa acordar.

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