Propaganda em Ônibus
8 da manhã
O sol frio do inverno ilumina a janela.
Manhã confortável
E os olhos se vê atravez dos retratos dela.
Olha em volta, tudo zoneado.
Roupas espalhadas pelo quarto
E louças na pia de vários dias inteiros
Um lugar que mais parece um chiqueiro.
Caminhando lentamente pelos cômodos
Cabeça baixa acende um cigarro.
Olha lá embaixo, pela janela, propaganda em vidro de ônibus
Volta sem nem mais contar passo
Num olhar distante, senta-se no sofá.
Tão distante que nem ao menos consegue se alcançar
Lembra-se que não se impota
Já se acostumou e quem passa no corredor nem sonha com o que há por traz daquela porta
E conformado em mais um trago
Vira e novamente dorme
Morrendo aos poucos, só naquele quarto.
Vazio e sem uniforme.
O sol frio do inverno ilumina a janela.
Manhã confortável
E os olhos se vê atravez dos retratos dela.
Olha em volta, tudo zoneado.
Roupas espalhadas pelo quarto
E louças na pia de vários dias inteiros
Um lugar que mais parece um chiqueiro.
Caminhando lentamente pelos cômodos
Cabeça baixa acende um cigarro.
Olha lá embaixo, pela janela, propaganda em vidro de ônibus
Volta sem nem mais contar passo
Num olhar distante, senta-se no sofá.
Tão distante que nem ao menos consegue se alcançar
Lembra-se que não se impota
Já se acostumou e quem passa no corredor nem sonha com o que há por traz daquela porta
E conformado em mais um trago
Vira e novamente dorme
Morrendo aos poucos, só naquele quarto.
Vazio e sem uniforme.
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