Inverno de Lembranças

Porque chegou o dia em que todas as folhas, de secas, começam a cair.
Da janela vejo a simetria perfeita das coisas.
E como até mesmo a cor do céu torna esta época bela
As lembranças se congelam em algum lugar do tempo.
O chão some e as folhas se tranformam em um imenso tapete.

Saimos do lado de fora para sentir de leve a brisa na pele,
As canções tentam dizer algo e nada suficientemente explicável.
Talvéz algo esteja perdido em algum lugar, mas tudo pode ser encontrado,
Quanto mais distante, mas raro... Quanto mais distante mais belo.
E na presença daqueles olhos dou-lhe o valor merecido.
Porque já senti no peito o frio do lado de fora
Porque um dia estiveram distantes e sei o quanto valem.

Um apego de mãos geladas
Os olhos nos olhos e o leve sorriso de canto de boca.
Alegrias tão grandes que não se sabe como expressar.
Como querer deitar no quintal, no tapete de folhas secas.
E de mãos dadas olhar para o céu só sabendo estar alí.
Só sabendo, de alguma forma, sorrir.

Por dentro nunca se quer que acabe.
Se fosse realmente possivel aquela bela magia que todos um dia esperaram
De que se congelasse o relógio, este seria o momento ideal.
Momentos onde canções têm sentido.
Momentos onde canções e acontecimentos se completam.
Momentos que realmente nos esquecemos de prestar atenção
Para olharmos nos olhos e sorrir... Para sentir e depois só lembrar.

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