Esconderijo

Lembrança das flores que já secaram,
As folhas já cairam.
No dezembro passado, lembranças do dezembro que vêm.
Como um túnel sem fim entre o tempo, os anos.

Um nome perdido.
Um vácuo onde canções não dizem nada
E o tempo não apaga as marcas, ele só esconde no final,
Num lugar desconhecido.

Como um pedido desesperado de socorro
Um grito ecoando no silêncio
Um correr pelas ruas desconhecidas no meio da madrugada
E ao sentar na calçada ainda não ter ar para respirar.

Nem do primeiro, nem do ultimo sussurro
Para a curiosidade de querer entrar e conhecer
Preferir do lado de fora estar de um mundo vazio e curto
Só tenta ouvir melhor, mas fecha as janelas e dorme.

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