23:40

São 23:40 e o medo permenece longe de tudo que sonhei
longas horas, longas horas longas,
Estamos aqui parados com medo de sair à caminhar,

O frio gela a alma, enquanto a vida passa nessas longas horas
Meus passos se perdem no vento e o vazio corrói até mesmo meus pensamentos.

Eu digo longas horas de poucos minutos, como um filme em câmera lenta
E vozes ecoando em minha cabeça

Como se algo em mim tentasse se levantar da queda
Como se algo em mim sussurrrasse porque os gritos já não saem.

Dessa vez o cego não pôde ouvir o que lhe tinha a dizer.
Dessa vez a maior dose ainda foi pouco demais.
E os passos se vão, sós em seus pensamentos.
Enquanto tentamos nos encontrar e a música incomoda os ouvidos

Não se sabe para que lado ir,
O que aconteceu com as coisas que não as vejo?
O vazio cresceu demais e não vejo mais nada

Onde estão meus olhos em todo esse movimento
E se perde de tão forma que dói até mesmo o simples deitar em sua cama.

Até mesmo a fumaça têm preguiça de partir de tal circunstancia.
Ou talvez tenha medo de ficar lá só, onde nao se conhece o caminho.

O tempo vai acabando e sabemos disso
Vamos morrendo aos poucos e caminhamos nessa direção,
Porque é o único caminho que temos

E alguém ainda tenta se inganar.
Estamos caminhando sempre, sempre caminhando, naquela direção.

Olhando reto, mesmo estando numa encruzilhada, todos os caminhos deram no mesmo lugar.

É como se o tempo traísse à todos
E como se fosse uma imensa corda a qua colocamos o pescoço
Sempre sem escolha

Um dia pisquei, quando meus olhos se abriram se passaram 2 anos.
Então eu tentei pisar e me equilibrar, mas foi impossivel
A corda está sempre baançando.

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