Desconcertado.

Eu me deito,
O chão está gelado demais,
A fotos todas espalhadas pelo quarto.
Minha cabeça não mais se encontra...

E todas estas folhas?
Essa imensa bagunça, de onde veio?
Os cigarros estão espalhadas, amassados, molhados.
E o violão num canto desafinado,
Eu quis ir repentinamente

Este pequeno bilhete ficou sobre a cama.
Independente de onde esteja ainda estarei lembrando,
Mas quero estar longe, muito longe,
Onde eu possa tocar o ar em ares diferentes
E caminhar naquela infinita estrada
Onde nascerão pequenas flores
E vão crecer me sorrindo...

Porque naquele brilho eu vi  o que um dia sonhei,
Porque naqueles passos me perdi
Me encontrando dentro do infinito labirinto que é o viver
E toda essa imagem bagunçada?
Pois é, eu desconcertei e acabou sendo o concerto.

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