Metalurgia... Meta...Meta... MATAlurgia!
O que falar sobre este lugar?
Olha isto! Os banheiros estão sempre imundos, fedendo a merda o tempo todo. As portas nem trancas têm. Se eu for cagar, como faço? Corro risco de alguém entrar e me ver? Isso, sem falar nas condições de trabalho!
Pois é...
O que falar sobre este lugar?
Entro às 6:00 horas da manhã, subo para o refeitório, como um pão seco com manteiga e um copo de leite, caso queira mais, não tenho direito a repetir. EXTREMAMENTE PROIBIDO PEGAR OUTRO PÃO! Bato cartão às 6:20 e começo a trabalhar.
Vou ao banheiro, faço o que tenho que fazer segurando a respiração, pois o fedor é quase insuportável. Se tenho dor de barriga, terei de usar o box segurando a porta. NÃO TEM TRANCA! Isso me revolta. Às 9 da manhã chega o café, limitado e com hora marcada. Posso parar por alguns minutos o serviço para tomar um ou três goles de café.
Rotineira manhã em que respiro pó de alumínio todo o tempo, o dia todo. Lixando manualmente peças de 3 metros com prazo de entrega. Tendinite atacada, sono acumulado, trabalho acumulado, cobrança e xingamentos no ouvido e banheiros sujos.
Trabalho n'uma metalúrgica... Faço peças para aviões... Legal, não é?
Não!
A pior merda que existe é o status de um bom trabalho que lhe escraviza dia pós dia e lhe convence de ser o certo a se fazer, enquanto se é explorado, humilhado e automaticamente você adoece por esforços que o corpo não suporta mais.
A pior merda que existe é ver pessoas convencidas de ser o melhor lugar a estar, pisando nas cabeças de outros companheiros para chegar ao ponto em que são mais e mais explorados, sem perceberem.
Assim vêm sido minha rotina, mais do que insuportável. Com barulho ensurdecedor o dia todo e um ódio mortal em mim, no qual sinto enorme desejo de xingar, mandar a merda o primeiro que vier me dar qualquer tipo de ordem e no fim do mês receber o holerite com a prova de que todo o seu esforço foi inválido e que você não vale nada além de mais um número para o patrão.
Olha isto! Os banheiros estão sempre imundos, fedendo a merda o tempo todo. As portas nem trancas têm. Se eu for cagar, como faço? Corro risco de alguém entrar e me ver? Isso, sem falar nas condições de trabalho!
Pois é...
O que falar sobre este lugar?
Entro às 6:00 horas da manhã, subo para o refeitório, como um pão seco com manteiga e um copo de leite, caso queira mais, não tenho direito a repetir. EXTREMAMENTE PROIBIDO PEGAR OUTRO PÃO! Bato cartão às 6:20 e começo a trabalhar.
Vou ao banheiro, faço o que tenho que fazer segurando a respiração, pois o fedor é quase insuportável. Se tenho dor de barriga, terei de usar o box segurando a porta. NÃO TEM TRANCA! Isso me revolta. Às 9 da manhã chega o café, limitado e com hora marcada. Posso parar por alguns minutos o serviço para tomar um ou três goles de café.
Rotineira manhã em que respiro pó de alumínio todo o tempo, o dia todo. Lixando manualmente peças de 3 metros com prazo de entrega. Tendinite atacada, sono acumulado, trabalho acumulado, cobrança e xingamentos no ouvido e banheiros sujos.
Trabalho n'uma metalúrgica... Faço peças para aviões... Legal, não é?
Não!
A pior merda que existe é o status de um bom trabalho que lhe escraviza dia pós dia e lhe convence de ser o certo a se fazer, enquanto se é explorado, humilhado e automaticamente você adoece por esforços que o corpo não suporta mais.
A pior merda que existe é ver pessoas convencidas de ser o melhor lugar a estar, pisando nas cabeças de outros companheiros para chegar ao ponto em que são mais e mais explorados, sem perceberem.
Assim vêm sido minha rotina, mais do que insuportável. Com barulho ensurdecedor o dia todo e um ódio mortal em mim, no qual sinto enorme desejo de xingar, mandar a merda o primeiro que vier me dar qualquer tipo de ordem e no fim do mês receber o holerite com a prova de que todo o seu esforço foi inválido e que você não vale nada além de mais um número para o patrão.
Me livrei desse mal , malsucato...
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